Este Blog foi criado para mantermos uma conexão entre a Biblioteca, alunos, professores da ESCOLA ALNÊDA e comunidade em geral, diante dessa pandemia, em tempos difíceis de distanciamento social. Carlos Drummond de Andrade é o nome da nossa Biblioteca e, por isso, o nome do Blog é UNIVERSO DRUMMOND.
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 3 de janeiro de 2021
Feliz Ano Novo
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
Feliz Natal!!!
É NATAL OUTRA VEZ...
É Natal outra vez!
Mas será que o Natal só acontece no dia 25 de dezembro?
Creio que não.
É NATAL...
Sempre que em alguma parte do mundo nasce e renasce o amor!
É NATAL...
Sempre que nos colocamos a serviço da justiça, do amor e da paz!
É NATAL...
Sempre que abrimos a porta do de nosso coração aos que sofrem.
É NATAL...
Sempre que perdoamos a quem nos feriu, nos ofendeu e nos machucou!
É NATAL...
Sempre que a compreensão e a caridade nos tornam irmãos!
É NATAL...
Sempre que batalhamos pela verdade, sem negociar com a mentira.
É NATAL...
Sempre que renunciamos ao egoísmo!
É NATAL...
Sempre que sorrimos para alguém mesmo quando estamos cansados!
É NATAL...
Sempre que enxugamos uma lágrima nos rostos atribulados.
É NATAL...
Sempre que estendemos a mão a quem nos pede ajuda!
É NATAL...
Sempre que agradecemos a Deus o dom da vida!
É NATAL...
Sempre que buscamos alguém para chamá-lo de irmão e tratá-lo como
irmão!
É NATAL...
Sempre que deixamos Jesus nascer em nosso coração!
É NATAL...
Sempre que ajudamos Jesus nascer no coração de alguém!
FELIZ NATAL...SEMPRE!
terça-feira, 15 de dezembro de 2020
Poema: Memória
Em "Memória", o sujeito poético confessa que está confuso e magoado por amar aquilo que já perdeu. Por vezes, a superação simplesmente não acontece e esse processo não pode ser forçado.
A composição fala daqueles momentos em que continuamos amando mesmo quando não devemos fazê-lo. Movido pelo "sem sentido / apelo do Não", o sujeito insiste quando é rejeitado. Preso ao passado, deixa de prestar atenção ao tempo presente, aquilo que ainda pode tocar e viver. Contrariamente à efemeridade do agora, o passado, aquilo que já terminou, é eterno quando se instala na memória.
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
Poema: Traduzir-se
Traduzir-se
Reflexão
Nós temos Luz dentro de nós e ela deve ser
explorada todos os dias, mas também temos sombras que devem ser
enfrentadas, encaradas e resolvidas para não obscurecer o nosso caminho.
Não é um processo nada fácil… passar por
momentos de medo, tristeza, se sentir sozinho ou perdido é aterrador, mas são
momentos inerentes ao crescimento.
Aprendemos muito com nossa sombra, quando
conseguimos superar esses momentos e aceita-la como parte de quem somos, a
força e a resiliência que resulta dessa batalha é uma recompensa inestimável.
Temos sim o direito de caminhar em direção à felicidade,
mas não esqueça que seus defeitos, seu lado negativo, também é parte do seu ser
e essa parte precisa ser trabalhada com mais atenção e aceitação… O objetivo?
na minha opinião é o equilíbrio pleno que há entre essa dualidade interior.
Quem caminha pelas veredas do autoconhecimento sabe que essas batalhas são
necessárias e não tem coisa melhor que seguir essa caminhada em equilíbrio
consigo mesmo.
Ferreira
Gullar
Ferreira Gullar foi poeta, jornalista, crítico de arte e precursor do movimento neoconcreto no Brasil.
Por meio de uma literatura experimental, radical e engajada, Gullar é
considerado um dos maiores escritores brasileiros do século XX.
Fez parte da Academia Brasileira de Letras (ABL) a partir de 2014, sendo
sétimo ocupante da cadeira n.º 37.
Saiba mais
sobre Ferreira Gullar e seus poemas no site:
https://www.todamateria.com.br/ferreira-gullar/
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
Poema: Saber Viver
Saber viver
Cora Coralina
Biografia
Ana Lins dos
Guimarães Peixoto (20 de agosto de 1889 - 10 de abril de 1985) era o nome de
batismo da poetisa Cora Coralina, uma brasileira que começou a publicar os seus
trabalhos quando tinha 76 anos.
Em termos literários, é espantoso como uma mulher que cursou até a
terceira série do curso primário tenha criado versos tão preciosos.
Para ganhar a vida, Cora Coralina trabalhou como doceira enquanto
levava a escrita como um hobby paralelo.
A poetisa chegou a ser convidada para participar da Semana de Arte Moderna, mas
não pôde se juntar aos seus pares devido às limitações impostas pelo marido.
Sua poética é baseada numa escrita do cotidiano, das miudezas, e é
caracterizada por uma delicadeza e por uma sabedoria de quem passou pela vida e
observou cada detalhe do caminho. Em resumo: a lírica de Cora é impregnada da
história que a doceira viveu.
Apesar do início tardio na carreira literária, Cora Coralina é
dona de uma produção consistente e tornou-se uma das mais celebradas poetas do
país. Seus versos ganharam fãs mundo afora e a lírica goiana, sutil e ao mesmo
tempo poderosa, vem sendo cada vez mais divulgada.
SAIBA MAIS:
https://www.culturagenial.com/cora-coralina-poemas-essenciais/
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
Poetas Brasileiros
Poema de hoje:
Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu
amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes
Grandes Poetas
Brasileiros
O
universo da poesia brasileira é extremamente rico e multifacetado, atravessando
vários séculos e correntes de escrita com contextos e características muito
diferentes.
Entre a
infinidade de autores nacionais que produziram versos, selecionei 25 poetas
famosos e icônicos, que continuam sendo lidos e amados tanto no Brasil como no
exterior.
1-Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987)
2-Cora Coralina (1889 – 1985)
3Vinicius de Moraes (1913 – 1980)
4. Adélia Prado (1935)
5. João Cabral de Melo Neto (1920 – 1999)
6. Cecília Meireles (1901 – 1964)
7. Manoel de Barros (1916 – 2014)
8. Manuel Bandeira (1886 – 1968)
9. Hilda Hilst (1930 – 2004)
10. Machado de Assis (1839 –1908)
11. Ferreira Gullar (1930 – 2016)
12.Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977)
13. Mario Quintana (1906 –1994)
14. Ana Cristina Cesar (1952 – 1983)
15. Paulo
Leminski (1944 – 1989)
16. Alice Ruiz (1946)
17. Gonçalves Dias (1823 – 1864)
18. Castro Alves (1847 – 1871)
19. Pagu (1910 – 1962)
20. Augusto dos Anjos (1884 – 1914)
21. Gregório de Matos (1636 – 1696)
22. Gilka Machado (1893 – 1980)
23. Olavo Bilac (1865 – 1918)
24. Ariano Suassuna (1927 – 2014)
25. Conceição Evaristo (1946)
Se quiser saber mais sobre estes poetas e seus poemas acesse o link do site abaixo:
https://www.culturagenial.com/poetas-brasileiros-fundamentais/
segunda-feira, 13 de julho de 2020
Poema: ACREDITE ( Bráulio Bessa)
naquilo que ninguém prova.
É dispensar a certeza
que geralmente comprova.
Pois a dúvida é uma dívida
e a conta só se renova.
acredite no impossível,
enxergue o que ninguém vê,
perceba o imperceptível
e enfrente o que, para muitos,
parece ser invencível.
na força da sua fé,
nas vezes que você teve
que remar contra a maré.
Cada “não” que alguém lhe disse
deu forças pra que surgisse
um desejo de provar
que quando a gente tropeça
se levanta e recomeça
sem parar de caminhar.
que lhe torna diferente
em tudo que já passou
e no que vem pela frente.
Acredite e seja forte,
não espere pela sorte,
não espere por ninguém,
pois de tanto esperar
você pode estacionar
e deixar de ir além.
pois poucos vão entender:
só se compreende um sonho
se o sonhador for você.
Há quem possa lhe animar,
há quem possa duvidar,
há quem lhe faça seguir.
Mas não descuide um segundo
pois muita gente no mundo
quer lhe fazer desistir.
use sua intuição,
transforme sonho em suor,
pensamento em ação.
Enfrente cada batalha
sabendo que a gente falha
e que isso é natural,
cair pra se levantar,
aprender pra ensinar
que o bem é maior que o mal.
e só depois vai colher.
O roteiro é sempre este:
lutar pra depois vencer.
E que a arma mais potente
seja sempre a sua mente
munida só de bondade.
Se você não se entregar,
dá até pra acreditar
nessa tal humanidade.
que é bom e lhe faz bem.
Acredite, inclusive,
no que lhe faz mal também,
já que, pra se proteger,
é preciso conhecer
o que vai se enfrentar.
Que você nunca se esqueça:
Não importa o que aconteça
Não deixe de ACREDITAR!
quarta-feira, 24 de junho de 2020
Poema de Drummond
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
segunda-feira, 1 de junho de 2020
Poesia X Poema
Assim, não há nenhuma estrutura textual pré-determinada para definir o que é poesia, apesar de comumente ser confundida com poema e o autor ter total liberdade para compor algo que seja composto por versos ou não.
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade, 1940.
Tipos de poemas: Rima,
Métrica e Estrofe
O poema é
um gênero literário em que o conteúdo é disposto em estrofes e versos, que
podem ou não conter rima.
Ao longo
do tempo, esse gênero literário ganhou formas e expressões diversas,
tornando-se, ainda, insumo para composições musicais, traço típico do
trovadorismo, um estilo presente entre os séculos XI e XIV no continente
europeu.
Identifica-se
um poema pela sua estrutura, formada por versos e estrofes. Cada linha de um
poema é um verso. Cada conjunto de versos forma uma estrofe separada das
demais.
Um poema
pode ter somente uma ou várias estrofes, que podem ser simples, quando os
versos possuem a mesma medida; composta, quando os versos possuem medidas
distintas, e livres, quando não há qualquer rigor métrico.
Métrica
A métrica
é um fundamento formal do poema, podendo ou não ser rigorosa.
Alguns
autores medem o tamanho dos versos, procurando conferir rigor estético e ritmo
harmonioso. Esse é um traço de diversas correntes poéticas, como o simbolismo,
que teve no Brasil o poeta Cruz e Sousa como seu maior expoente.
As métricas de versos mais comuns
são:
–
Redondilha menor – cinco sílabas;
– Redondilha maior – sete sílabas;
– Decassílabo – dez sílabas;
– Alexandrino – doze sílabas.
Quando
não segue uma métrica, os versos são chamados de “versos livres”.
Rima
A rima é
um elemento estético do poema, que pode ou não estar presente, dependendo do
estilo do autor.
Basicamente,
a rima assemelha dois ou mais versos pelo som final, mas pode ocorrer, também,
no meio dos versos, que é uma estética mais sofisticada.
Classificação
quanto à fonética
– Rima perfeita ou consoante – É aquela em que há correspondência absoluta entre
os sons, vogais e consoantes:Ex: decantado / amado – pertinente / atinente
– Rima
imperfeita – Ocorre
quando a correspondência de sons é apenas parcial, podendo ser toante ou
aliterante.
- Toante – Em que
há repetição apenas dos sons vocálicos
Ex: impávido
/ dramático
– Aliterante – Em que somente as consoantes se repetem.
Ex: prata
/ preto
Classificação quanto ao valor:
– Rima pobre: Ocorre quando as palavras são pertencentes à mesma classe gramatical.
Ex: gato
/ sapato – fazendo / comendo – lista / pista
– Rima rica: Acontece quando as palavras pertencem a classes gramaticais distintas.
Ex:
assombrado / alambrado – caçada / amassada
– Rima rara ou preciosa: São combinações
mais sofisticadas, quando as palavras são pouco utilizadas, produzindo rimas
improváveis.
Ex:
gargalo / desafiá-lo
Classificação
quanto à acentuação
– Rima aguda – Palavras oxítonas, como: furacão e chão; ateu e
comeu.
– Rima grave – Palavras paroxítonas como: medo e segredo;
capela e aquarela.
– Rima esdrúxula – Palavras
proparoxítonas, como: ridículo e cubículo, metástase e prótese.
Classificação
quanto à posição no verso
– Rima externa – Quando ocorre no fim do
verso.
Ex:“numa
assaz sublime expressão de abandono
a canção
ao fundo a embalar o teu sono”
– Rima interna – Quando ocorre no interior do verso
Ex:
“Quando a
lua no céu clareia
O som da aldeia se insinua”
Classificação
quanto à posição da estrofe
– Rimas alternadas ou cruzadas:
Ex:
Trecho de
Morena Flor, de Castro Alves:
“Ela tem
uma graça de pantera
No andar bem-comportado de menina.
No molejo em que vem sempre se espera
Que de repente ela lhe salte em cima”
– Rima
emparelhada
Ex:“Naquele
sábado, ao final do dia
Confiando a própria melancolia
Mais um dia que passa, diz ao vento
Remoendo no peito o desalento”
– Rimas interpoladas
Ex:
“Vendo em
meu ombro recostado o teu rosto
Numa assaz sublime expressão de abandono
A canção ao fundo a embalar o teu sono
Teu corpo em sensual desaprumo disposto”
– Rimas encadeadas
Acontece
quando a rima aparece no fim de um verso e no meio de outro.
Ex:
“Quando a
lua no céu clareia
O som da aldeia se insinua
Quando é noite de lua cheia
Na aldeia a festa continua”
– Rimas mistas
É uma
forma de combinação livre de rimas dentro da estrofe, sem uma rigidez formal.
Ex:
Trecho de
Poema de Sete Faces, de Carlos Drumond de Andrade
“…Meu
Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração…”
– Versos brancos ou soltos – É quando os versos não rimam entre si
Ex:
Trecho de
Poema de Sete Faces, de Carlos Drumond de Andrade
“Quando
nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres…”
Tipos de
poema
São
reconhecidos, basicamente, três categorias de poemas:
– Lírico – É um tipo de poema que declara
emoções, desejos, visão de mundo. O principal sujeito é o eu lírico, a
linguagem é carregada de emoção.
– Épico ou narrativo – É um gênero em que
o tema central é o herói, o personagem e o enredo. O poema épico conta uma
história, narra um feito ou peripécias.
– Dramático – É o poema elaborado para ser dramatizado,
representado em uma peça de teatro, acompanhado e instruções. É uma peça de
teatro cuja fala se dá em forma de poema.
As métricas de versos mais comuns são:
– Redondilha maior – sete sílabas;
– Decassílabo – dez sílabas;
– Alexandrino – doze sílabas.
Rima
O som da aldeia se insinua”
No andar bem-comportado de menina.
No molejo em que vem sempre se espera
Que de repente ela lhe salte em cima”
Confiando a própria melancolia
Mais um dia que passa, diz ao vento
Remoendo no peito o desalento”
Numa assaz sublime expressão de abandono
A canção ao fundo a embalar o teu sono
Teu corpo em sensual desaprumo disposto”
O som da aldeia se insinua
Quando é noite de lua cheia
Na aldeia a festa continua”
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração…”
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres…”














