Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 14 de abril de 2021

TEXTO SOBRE A HISTÓRIA DE ATALÉIA É REGISTRADO NA REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO VALE DO MUCURI

TEXTO RESGATA A MEMÓRIA DO FUNDADOR ANTONIO LEMOS DE SOUZA E DESCREVE A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO DE ATALÉIA

Antonio Lemos de Souza 

     
(*) Matéria retirada do blog Mundo das Montanhas

     A história da criação do município de Ataléia foi recentemente descrita nas páginas da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri, periódico pertencente ao Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri (IHGM) cuja sede fica na cidade de Teófilo Otoni e que tem por objetivo revelar, conservar e difundir toda a cultura e valorizar a memória desta extensa e importante região mineira localizada na parte nordeste do estado. 

     O texto escrito por Adão Alves Teixeira, juiz de direito aposentado, membro corrrespondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni e também sócio correspondente do IHGM, descreve com muita lucidez e com riqueza de detalhes toda a trajetória de seu avô, Antonio Lemos de Souza, desde suas primeiras visitas à região até a criação do povoado e, posteriormente, sua emancipação à condição de município mineiro. Todo o processo de idealização, primeiras execuções e o consequente progresso urbanístico e político da pequena localidade são registrados neste importante texto. Leitura essencial a todos que queiram se inteirar mais sobre a história do município. Antonio Lemos de Souza foi um dos fundadores da cidade juntamente com Vicente Pedroso dos SantosManoel Penedo, que chegou pouco tempo depois, e outros importantes nomes se juntaram aos dois na dura empreitada de transformar seus projetos e sonhos em realidade. E assim se formou a cidade de Ataléia. 

     Adão Alves Teixeira já havia escrito um importante documento histórico sobre o mesmo assunto no livro de sua autoria, intitulado A Família Alves Teixeira que Viu Ataléia Nascer, lançado no ano de 2007. Se tratava de um livro de família, onde dedicou um capítulo à parte para a história da cidade. 

     No texto atual, Adão se debruça mais detalhadamente sobre documentos históricos e depoimentos e resgata com precisão as informações e os pormenores necessários e importantes que nos ajudam a entender a criação de Ataléia. A revista foi lançada em dezembro de 2020 com textos de vários autores. O trabalho com referência à Ataléia se encontra na página 125 da referida edição. Em breve, disponibilizaremos o link da publicação. 

Antonio Lemos - Fundador de Ataléia

Uma das primeiras ruas de Ataléia (Rua Teófilo Otoni)
 
Rua Antonio Lemos (Ataléia-MG) - Março 2021 
Março 2021

Revista do IHGM com texto sobre o município de Ataléia

Página com o endereço eletrônico do IHGM, caso alguém queira entrar em contato para adquirir a revista
(**) A biblioteca da Escola Alnêda possui um exemplar da revista 

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Livro: O Retorno

 

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Ano: 2020
Páginas: 288


"Existe uma hora certa para o amor?”

Trevor Benson, ex cirurgião da Marinha, não estava planejando voltar para New Bern, uma cidadezinha na Carolina do Norte. Porém, após ouvir as últimas e enigmáticas palavras do avô no leito de morte, ele decide passar um tempo na velha casa que herdou.

Decidido a cuidar das colmeias da propriedade, Trevor nem pensa em se apaixonar, pois além de estar em tratamento para o transtorno de estresse pós traumático, depois de um grave acidente; ele sente que precisa desvendar o mistério que paira sobre as últimas palavras desconexas de seu avô.

Enquanto organiza, conserta e moderniza alguns detalhes da residência e cuida da produção de mel, revê e conhece um pouco a vizinhança, ele relembra com carinho as memórias que tem do seu avô, mas fica cada vez mais intrigado com as duas pessoas misteriosas que atraem sua atenção, por motivos distintos: a bela auxiliar de xerife Natalie e a adolescente introvertida Callie.

Trevor se apaixona à primeira vista por Natalie, mesmo não desejando um novo relacionamento. Natalie se sente atraída e interessada, porém deixa muito claro que não quer, ou não pode se envolver; há sempre uma sombra de tristeza em volta dela; mas ele não consegue se afastar. Qual segredo pode estar escondendo a bela Natalie?

. Enquanto isso, outro mistério ronda Trevor, e este parece diretamente ligado aos enigmas das últimas palavras de seu avô, Callie, que supostamente era amiga do seu avô, famoso por acolher e ajudar abandonados e desafortunados, sejam cães ou pessoas. É nítido que ela esconde muito mais que aparenta e que, embora não ceda, precisa realmente de ajuda. Callie e Carl estariam ligados, qual seria o motivo? 

Nessa jornada para desvendar segredos, Trevor vai descobrir o verdadeiro significado do amor e do perdão e aprender que, para seguirmos em frente, muitas vezes é preciso retornar para onde tudo começou."

A narrativa é em primeira pessoa, e sempre sob o ponto de vista de Trevor. Então fiquei bem envolvida com o desenrolar da trama. Ao longo da leitura, fiquei me perguntando o que tanto atormentava a vida de Natalie. Imaginei inúmeras hipóteses , mas o que realmente aconteceu, foi inesperado para mim. Uma grande surpresa, eu diria.

E temos Callie, o que pode ter acontecido na vida desta menina, para que ela viesse se esconder em uma cidadezinha do interior, longe da família? Logo fica evidente que ela está fugindo. Mas do quê? Ou de quem? O que o avô de Trevor tem com isso?

Com sua escrita envolvente, o autor nos apresenta um drama familiar, uma história de amor, uma pitada de mistério, e escreveu essa história fascinante; que nos faz refletir sobre o amor, será que existe a hora certa para acontecer? E se não acontece no momento que a gente quer que aconteça, é por que não é a pessoa certa?

Só lendo você poderá desvendar todos esses mistérios. Então vamos lá, leia!!!

“As pessoas são complexas, a vida raramente se desenrola da forma como imaginamos, e as emoções podem ser contraditórias.” (pág. 138).


quinta-feira, 8 de abril de 2021

Série Documental: A corrida das Vacinas

 “A Corrida das Vacinas”: série do Globoplay tem conteúdo inédito de bastidores e viagem à Rússia


Saiba mais sobre A Corrida das Vacinas

A série documental foi dirigida pelo repórter Álvaro Pereira Júnior, em parceria com o jornalismo da Globo, e mergulhou no universo da produção das vacinas contra a Covid-19. Serão cinco episódios, sendo um lançamento por semana ao longo de todo o mês de abril e primeira semana de maio.

A novidade é que quem não é assinante do serviço de streaming também vai poder conferir o conteúdo assim que ele estiver disponível no Globoplay.

O repórter e diretor da série retratou uma verdadeira corrida contra o tempo conforme os cientistas se esforçavam para produzir os imunizantes. Além disso, ele ainda incluiu no documentário cenas de embates políticos no Brasil e bastidores não apenas de suas viagens, como também das negociações internacionais.

Os espectadores conferem ainda histórias de voluntários brasileiros que foram vacinados com as doses experimentais, além de acompanhar pessoas que seguem respeitando as medidas de isolamento enquanto esperam pelas vacinas.

A Corrida das Vacinas': série do Globoplay tem conteúdo inédito de bastidores e viagem à Rússia | Fantástico | G1                                                                                                                                https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2021/04/04/a-corrida-das-vacinas-serie-do-globoplay-tem-conteudo-inedito-de-bastidores-e-viagem-a-russia.ghtml

Lembrete: O primeiro episódio já esta disponível.

Filme: Ben Hur

Ben-Hur, EUA, 2016
Gênero: Épico, Drama
Duração:  123 min.
Elenco
Jack HustonToby Kebbell, ANazanin Boniadi, Morgan Freeman, Rodrigo Santoro, Sofia Black-D’Eliarer

 

 O filme Bem Hur é uma releitura do original de 1960, com uma linguagem contemporânea e fluída. A história se passa em Jerusalém, no início do século I, e foca na vida de Judah Ben-Hur, um nobre judeu contemporâneo de Jesus Cristo, que defende sua família e suas crenças. Quando Messala se junta ao exército romano, Ben-Hur entra em conflito com o irmão de coração devido a visões políticas divergentes. Por causa disso, Messala condena seu melhor amigo à escravidão, separando-o de sua esposa, mãe e irmã.

Em meio a tanto sofrimento, Ben-Hur não entrega os pontos, sobrevive à escravidão, retorna à sua Pátria, se torna um exímio competidor de corrida de bigas e vai ter a chance de enfrentar seu traidor na arena. Ele volta em busca de vingança, mas vai encontrar a redenção.

Em tempos de ódio, preconceito e violência que temos visto no Mundo atualmente, o filme nos transmite uma forte mensagem sobre perdão e generosidade. Baseado no romance clássico de Lew Wallace, se passa na no mesmo local e período de Jesus Cristo. Os personagens do filme volta e meia se encontram com o Messias e Ele é responsável pela transformação final dos irmãos.  Jesus é interpretado por Rodrigo Santoro. Através do dom das palavras e de atos de amor, o espectador entende como um homem humilde como Jesus conseguiu arrebatar multidões.

Corrida de bigas foi um dos mais populares esportes iranianosgregos antigosromanos e bizantinos. As corridas eram perigosas para os competidores e cavalos, já que muitas vezes sofriam ferimentos graves e até a morte, mas esses perigos aumentavam a excitação e o interesse dos espectadores.







quarta-feira, 7 de abril de 2021

Sorteio do Blog Março/2021

Primeiro sorteio do ano letivo de 2021

Aluna ganhadora do Sorteio do mês março: Isabela Pereira de Souza- 2º ano 


 Parabéns Isabela!!!



sábado, 3 de abril de 2021

Domingo de Páscoa

 

Que a Páscoa traga vida nova, saúde fortalecida, fé revigorada, e ao mesmo tempo AMOR para ser compartilhado. Jesus morreu e ressuscitou para mostrar ao Mundo o verdadeiro sentido da VIDA!

Feliz Páscoa!!!!

Que agora mais do que nunca saibamos reconhecer no próximo nosso irmão, que cada um faça sua parte, que se cuide, que respeite os protocolos de distanciamento social. No momento, esse é um gesto de amor!!!!!

História da Páscoa

A Páscoa é uma tradicional comemoração realizada nas religiões cristãs, que relembram a crucificação e morte de Jesus Cristo e celebram a sua Ressurreição. Páscoa foi iniciada pelos judeus e no cristianismo passou a ser comemorada com novo significado. Essa comemoração é realizada anualmente em uma data móvel e os critérios que determinam a data da Páscoa foram estabelecidos pela Igreja Católica no século IV d.C. A palavra “páscoa” deriva do termo pesach, oriundo do hebraico e dos termos pascha do latim e paskha do grego.

 

                               Tradições da Páscoa Cristã

A Páscoa é comemorada dentro do cristianismo de diferentes maneiras e essas variações acontecem por conta das distintas vertentes cristãs que existem.

As diferenças podem ser resumidas pontualmente entre cristãos católicosortodoxos e protestantes (sendo que dentro do protestantismo existe uma gama de vertentes). Em nosso país, a tradição mais popular é a tradição católica.

Acesse também: Conheça a origem de uma das mais tradicionais festas religiosas do Brasil

Data da Páscoa

As pessoas sempre têm uma grande dúvida a respeito de como é determinada a data em que se comemora a Páscoa. A resposta dessa pergunta está no século IV d.C., quando foi realizado o Concílio de Niceia, no ano de 325. Durante esse concílio, as autoridades da Igreja Católica estabeleceram que a Páscoa seria comemorada no primeiro domingo após a lua cheia que acontece após o equinócio de primavera (no Hemisfério Norte). Sendo assim, a Páscoa cristã é comemorada durante o período que fica entre 22 de março e 25 de abril.

A Páscoa também encerra a Quaresma, aquele período de quarenta dias que é iniciado com a Quarta-feira de Cinzas. Na tradição cristã católica, a Quaresma é um período marcado por uma série de jejuns, o jejum da abstenção da carne vermelha é o mais conhecido. É um período também marcado por penitências, quando muito são privados de algo ou realizam algum ato de caridade.

SAIBA MAIS:

https://brasilescola.uol.com.br/pascoa/pascoa-crista.htm

https://mundoeducacao.uol.com.br/pascoa/historia-pascoa.htm

Uma canção para falar ao nosso coração nesta Páscoa.


Ressuscita-me

Aline Barros

Mestre, eu preciso de um milagre
Transforma minha vida, meu estado
Faz tempo que eu não vejo a luz do dia
Estão tentando sepultar minha alegria
Tentando ver meus sonhos cancelados
Lázaro ouviu a sua voz
Quando aquela pedra removeu
Depois de quatro dias ele reviveu
Mestre, não há outro que possa fazer
Aquilo que só o teu nome tem todo poder
Eu preciso tanto de um milagre

Remove a minha pedra
Me chama pelo nome
Muda a minha história
Ressuscita os meus sonhos
Transforma a minha vida
Me faz um milagre
Me toca nessa hora
Me chama para fora
Ressuscita-me

Mestre, eu preciso de um milagre
Transforma minha vida, meu estado
Faz tempo que eu não vejo a luz do dia
Estão tentando sepultar minha alegria
Tentando ver meus sonhos cancelados
Lázaro ouviu a sua voz
Quando aquela…

 Em vista do momento em que vivemos, em meio a essa pandemia, que está devastando vidas no Mundo inteiro, mas principalmente no Brasil.

É muito triste ver e ouvir todos os dias tantos relatos de perdas de  vidas, de pessoas morrendo na fila à espera de UTI, de famílias devastadas pela dor.

Esta canção nos remete em direção à nossa fé, no poder de Jesus em operar um milagre em nossas vidas. Então clamemos a Cristo, que remova esta “pedra” do nossos caminho, pois Ele nos ama, e ouve nossas súplicas.

“Mestre, precisamos de um milagre....




                                                                                                                           


quarta-feira, 31 de março de 2021

A trajetória das VACINAS no decorrer da História


Em momentos delicados como o da atual  pandemia, a atenção com as informações deve ser redobrada. É importante usar os termos corretos e entender a diferença entre eles.

Você sabe a diferença entre coronavírus, Covid 19 e Sars-CoV-2?

O que é o Coronavírus?

Coronavírus é uma grande família de vírus, muitos deles causam doenças em animais e em seres humanos. Nos humanos, são responsáveis por infecções respiratórias, que podem variar de um simples resfriado a doenças graves, como a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) e a síndrome respiratória aguda grave (SARS). O coronavírus que tem sido notícia desde o fim do ano passado é o Sars-CoV-2, que causa a Covid-19.

O QUE É COVID-19?

Covid-19 é o nome dado à doença causada pelo novo coronavírus, o Sars-CoV-2. Trata-se de uma doença infecciosa, que atinge principalmente o sistema respiratório e é altamente contagiosa. O primeiro caso registrado de covid-19 se deu em Wuhan, China, em dezembro de 2019.

Sars-CoV-2

Para diferenciar essa nova variação que surgiu recentemente, no início, muitos especialistas se referiam a ele como o “novo coronavírus” (termo bastante usado pela imprensa). Depois, ele recebeu a nomenclatura temporária de 2019-nCoV. Até ter o nome oficial definido: Sars-CoV-2, que significa “síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2″.

 Para ilustrar melhor essas nomenclaturas:

Vacinas

Origens, importância e os novos debates sobre seu uso

Fundamentais para o combate a doenças na história da medicina, as vacinas estão também no epicentro de debates sobre tratamentos medicinais efetivos e leis compulsórias de imunização.

Ao longo da história, elas ajudaram a reduzir expressivamente a incidência de pólio, sarampo e tétano, entre várias outras doenças. Hoje, são consideradas o tratamento com melhor custo-benefício em saúde pública

Há críticas, porém, sobre o excesso de vacinas presentes nos calendários oficiais dos governos. Além disso, muitos temem reações adversas às substâncias, que podem ser provocadas, em casos raros, pelos próprios agentes responsáveis pelas doenças.

Conheça a história, as vantagens e as polêmicas em torno da criação e da disseminação das vacinas no Brasil e no mundo.

                                 O que são vacinas?

As vacinas são substâncias biológicas introduzidas nos corpos das pessoas a fim de protegê-las de doenças. Na prática, elas ativam o sistema imunológico, "ensinando" nosso organismo a reconhecer e combater vírus e bactérias em futuras infecções.

Para isso, são compostas por agentes semelhantes aos microrganismos que causam as doenças, por toxinas e componentes desses microrganismos ou pelo próprio agente agressor. Nesse último caso, há versões atenuadas (o vírus ou a bactéria enfraquecidos) ou inativas (o vírus ou a bactéria mortos).

Ao ser introduzida no corpo, a vacina estimula o sistema imunológico humano a produzir os anticorpos necessários para evitar o desenvolvimento da doença caso a pessoa venha a ter contato com os vírus ou bactérias que são seus causadores. 

Quando as vacinas foram criadas?

 Os primeiros vestígios do uso de vacinas, com a introdução de versões atenuadas de vírus no corpo das pessoas, estão relacionados ao combate à varíola no século X, na China. Porém,a teoria era aplicada de forma bem diferente: os chineses trituravam cascas de feridas provocadas pela doença e assopravam o pó, com o vírus morto, sobre o rosto das pessoas.

Foi em 1798 que o termo “vacina” surgiu pela primeira vez, graças a uma experiência do médico e cientista inglês Edward Jenner. Ele ouviu relatos de que trabalhadores da zona rural não pegavam varíola, pois já haviam tido a varíola bovina, de menor impacto no corpo humano. Ele então introduziu os dois vírus em um garoto de oito anos e percebeu que o rumor tinha de fato uma base científica. A palavra vacina deriva justamente de Variolae vaccinae, nome científico dado à varíola bovina.


As lições da vacina que chegou de 'braço em braço' ao Brasil em 1804

A única erradicação de uma doença na história humana levou quase 200 anos para acontecer, desde a invenção da vacina moderna por meio da aplicação de varíola animal numa criança saudável até o último caso no Reino Unido. Antes, quase 30% dos infectados morriam, o que totalizou mais de 300 milhões de vítimas no século 20. No Brasil, a mesma vacina chegaria em 1804 sendo passada de um braço de um negro escravizado para o de outro no navio que cruzou o Atlântico de Lisboa até a Bahia Desde então, a vacinação se tornou uma das mais bem-sucedidas medidas de saúde O nome mais marcante da vacinação no país é o do médico Oswaldo Cruz, que liderou a campanha de combate sanitário contra a varíola, a peste bubônica e a febre amarela. As três seriam erradicadas em poucos anos do Rio de Janeiro, então capital federal.

 

Em 1881, quando o cientista francês Louis Pasteur começou a desenvolver a segunda geração de vacinas, voltadas a combater a cólera aviária e o carbúnculo, ele sugeriu o termo para batizar sua recém-criada substância, em homenagem a Jenner.

A partir de então, as vacinas começaram a ser produzidas em massa e se tornaram um dos principais elementos para o combate a doenças no mundo.

 

O cientista francês Louis Pasteur em desenho do artista
Albert Edelfelt. Imagem: Albert Edelfelt / Wiki Commons

         Quais são as vacinas mais esperadas atualmente?

Atualmente a vacina mais esperada é uma vacina contra a Covid-19.

Outras vacinas esperadas para serem fornecidas à população nos próximos anos são as vacinas contra a Dengue e o HIV.

Parte do obstáculo para que essas vacinas sejam desenvolvidas é político: essas doenças prevalecem principalmente em países pobres e não há interesses econômicos, por parte da indústria farmacêutica, para voltar seus esforços a elas.

No Brasil, ao menos quatro institutos trabalham para desenvolver a vacina contra a dengue: o grupo farmacêutico privado francês Sanofi, o instituto Butantan, ligado ao governo paulista, a empresa farmacêutica japonesa Takeda Pharmaceutical Company e o instituto Bio-Manguinhos, ligado ao governo federal. Contestações a vacinas existem desde que as primeiras campanhas para vacinação foram organizadas. Elas são feitas a partir de argumentos que evocam a ética, a efetividade e a segurança dessas substâncias.

No Brasil, um episódio épico nesse sentido marcou a primeira campanha de vacinação lançada pelo governo federal. Foi em 1904, no Rio de Janeiro, quando o Estado lançou uma campanha de vacinação obrigatória para combater a varíola.

O projeto, no entanto, foi aplicado de forma autoritária: com pouca informação dada à população, agentes sanitários invadiram casas e vacinaram pessoas à força, provocando uma grande reação popular, que entrou para a história nacional como a “Revolta da Vacina”. Boa parte da população não sabia do que se tratava a substância e temia ser infectado pelo vírus da doença a partir da injeção.

Críticos contemporâneos questionam a forma como as vacinas são desenvolvidas, por exemplo, ou argumentam contra a obrigatoriedade da vacinação, que atacaria liberdades individuais. Há ainda a alegação de que o número excessivo de substâncias que devem ser tomadas seja prejudicial e dê origem a vírus e bactérias mais resistentes.

Cientistas afirmam que o desconhecimento sobre o tema e a existência de inúmeros boatos e informações sem embasamento científico sejam responsáveis por um grande número de ocorrências de doenças que poderiam ser evitadas, caso as instruções sobre vacinação fossem seguidas.

https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/noticias/1263-vacinas-as-origens-a-importancia-e-os-novos-debates-sobre-seu-uso?showall=1&limitstart=

Mais em https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/bbc/2020/07/25/as-licoes-da-vacina-que-chegou-de-braco-em-braco-ao-brasil-em-

    

                Principais Vacinas contra Covid- 19                          Entenda como funciona

                 Butantan/CoronaVac

                                                     Imagem: Arthur Stabile/UOL

vacina de origem chinesa é feita com o vírus inativado: ele é cultivado e multiplicado numa cultura de células e depois inativado por meio de calor ou produto químico. Ou seja, o corpo que recebe a vacina com o vírus —já inativado— começa a gerar os anticorpos necessários no combate da doença.

As células que dão início à resposta imune encontram os vírus inativados e os capturam, ativando os linfócitos, células especializadas capazes de combater microrganismos. Os linfócitos produzem anticorpos, que se ligam aos vírus para impedir que eles infectem nossas células.

                                          No Brasil

A vacina foi criada na China pela farmacêutica Sinovac, mas, no Brasil, a parceria com transferência de tecnologia foi feita com o Instituto Butantan. Os testes para estudos clínicos com a CoronaVac começaram em julho de 2020 em oitos estados brasileiros. O estudo foi realizado com 13.060 voluntários, todos profissionais da saúde e expostos diariamente à covid-19.

aplicação da vacina começou no dia 17 de janeiro após aprovação emergencial da Anvisa. No dia 12 de março, o imunizante teve o registro definitivo aprovado.

Oxford/AstraZeneca/Fiocruz

             Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A vacina produzida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) usa uma tecnologia conhecida como vetor viral não replicante. Por isso, utiliza um "vírus vivo", como um adenovírus (que causa o resfriado comum), que não tem capacidade de se replicar no organismo humano ou prejudicar a saúde.

Este adenovírus também é modificado por meio de engenharia genética para passar a carregar em si as instruções para a produção de uma proteína característica do coronavírus, conhecida como espícula. Ao entrar nas células, o adenovírus faz com que elas passem a produzir essa proteína e a exiba em sua superfície, o que é detectado pelo sistema imune, que cria formas de combater o coronavírus e cria uma resposta protetora contra uma infecção.

                          

                                            Pfizer/BioNTech

 
                                                                             Imagem: Shutterstock

A vacina utiliza a tecnologia chamada de mRNA ou RNA-mensageiro, diferente da CoronaVac ou da AstraZenca/Oxford, que utilizam o cultivo do vírus em laboratório. Os imunizantes são criados a partir da replicação de sequências de RNA por meio de engenharia genética, o que torna o processo mais barato e mais rápido.

O RNA mensageiro mimetiza a proteína spike, específica do vírus Sars-CoV-2, que o auxilia a invadir as células humanas. Essa "cópia", no entanto, não é nociva como o vírus, mas é suficiente para desencadear uma reação das células do sistema imunológico, que cria uma defesa robusta no organismo. O imunizante da Pfizer precisa ser estocado a -75ºC —um dos grandes desafios para os países.

                                     Moderna

                                              Imagem: Dado Ruvic/Reuters

Assim como a da Pfizer, a vacina da Moderna também utiliza a tecnologia de RNA mensageiro, que mimetiza a proteína spike —específica do vírus Sars-CoV-2— que o auxilia a invadir as células humanas.

Porém, essa "cópia" não é nociva como o vírus, mas é suficiente para desencadear uma reação das células do sistema imunológico, que cria uma defesa robusta no organismo. A única diferença para a vacina da Pfizer é que esta necessita de armazenamento de -20ºC.

                                  Sputnik V


                                          Imagem: Reprodução

Assim como a da AstraZeneca, a Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Pesquisa da Rússia, é uma vacina de "vetor viral", ou seja, ela utiliza outros vírus previamente manipulados para que sejam inofensivos para o organismo e, ao mesmo tempo, capazes de induzir uma resposta para combater a covid-19.

Uma vez injetados no organismo, eles entram nas células e fazem com que elas passem a produzir e exibir essa proteína em sua superfície. Isso alerta o sistema imunológico, que aciona células de defesa e, desta forma, aprende a combater o Sars-CoV-2. A diferença para a de Oxford é que a Sputnik usa adenovírus diferentes na primeira e segunda doses, o que, segundo especialistas, reforça a resposta imunológica.

                                      Janssen

                                              

                                                                 Imagem: Reprodução

vacina produzida pela farmacêutica Janssen, da companhia Johnson & Johnson, diferente das outras, precisa apenas de uma dose única. A tecnologia é baseada em vetores de adenovírus-tipo de vírus que causam o resfriado comum, mas ao serem modificados para desenvolver a vacina, eles não se replicam e não causam resfriado.

Outra parte do processo envolve o código genético do próprio vírus Sars-CoV-2. Para produzir a vacina, um pedaço da proteína "S", presente nessas espículas responsáveis pela ligação do vírus às células do corpo humano, é colocado dentro do adenovírus (que é o vetor, ou transportador).

Quando a pessoa recebe a vacina composta do adenovírus não replicante, que carrega a informação genética do novo coronavírus, o corpo inicia um processo de defesa e produz anticorpos contra aquele invasor, criando uma memória no corpo contra o coronavírus.

 https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/02/03/vacinas-contra-covid-19-entenda-a-diferenca-entre-el

As novas variantes do Coronavírus e porque devemos nos preocupar com elas

              

Se em 2020 o mundo descobriu o novo coronavírus, seus efeitos (de curto e longo prazo), como previni-lo e como desenvolver vacinas contra a Covid-19, o assunto em 2021 são as variantes do vírus, ou seja, novas formas dele que continuam a surgir e causam preocupação, por causa de seu alto potencial de transmissão e pelo temor do que podem fazer aos imunizantes já desenvolvidos.

                          O que são as variantes do vírus?

O coronavírus infecta as células e as sequestra para produzir novas cópias dele. Nesse processo de aumentar seu exército, ele acaba cometendo alguns erros de cópias, chamados de mutações. Qualquer forma isolada em laboratório com uma ou mais mutações é identificada como uma nova variante.

As variante mais conhecidas até agora são: a B.1.1.7, identificada no Reino Unido; a B.1.351, que surgiu na África do Sul;as duas linhagens brasileiras, a P.1, originária de Manaus, e já dominante em vários estados brasileiros; e a P.2,de grande circulação no Brasil e identificada primeiro no Rio de Janeiro; e duas linhagens encontradas nos Estados Unidos, a CAL.20C no Sul da Califórnia, e a B.1.526, em Nova YorK.

 Cientistas brasileiros descobrem nova variante do coronavírus

possível surgimento de uma nova variante do coronavírus em Sorocaba, no interior paulista, nesta semana acendeu o sinal de alerta entre pesquisadores. Com o descontrole da pandemia, o Brasil está se tornando um laboratório para evoluções do vírus.

Para especialistas ouvidos pelo UOL, o surgimento de outras cepas, como a P1 (identificada em Manaus em janeiro), não só é possível, mas também provável diante do agravamento da crise sanitária. E o pior: sem rastreamento, o Brasil demorará para descobri-las.

Maior a transmissão, maior o risco de variantes

 Segundo os pesquisadores, a equação ser feita é simples: quanto maior a circulação do vírus, maior a chance de variantes.

As variantes surgem principalmente pela pressão de transmissão. Ou seja, quanto mais gente transmitindo, maior a probabilidade surgir um vírus mutante. É um fator determinante para a ocorrência de modificações virais", afirma Bernardino Albuquerque, epidemiologista

 SAIBA MAIS:

Veja mais em https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2021/04/04/novas-variantes-coronavirus-brasil-laboratorio-surgimento.htm 

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2021/03/entenda-o-que-sao-as-novas-variantes-do-coronavirus-e-por-que-devemos-nos-preocupar-com-elas.shtml

 

 Butanvac e Versamune

 veja como estão as pesquisas para vacinas brasileiras contra a Covid-19

As duas vacinas, anunciadas são feitas em parceria com entidades americanas, mas ambas têm matéria-prima nacional.

Nesta sexta-feira (26), os brasileiros foram surpreendidos a notícia de que duas novas candidatas a vacinas contra a Covid, produzidas no Brasil, estão prontas para serem testadas: a Butanvac, do Instituto Butantan, e a Versamune, uma parceira da USP Ribeirão Preto, da empresa Farmacor e do governo federal.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, anunciou que uma candidata a vacina contra a Covid-19 apoiada pelo governo federal solicitou na quinta-feira (25) a autorização para testes em voluntários 

BUTANVAC: perguntas e respostas sobre a vacina do Butantan

VERSAMUNE: ponto a ponto da vacina financiada pelo governo federal

 

O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira (26), horas depois de o governo de São Paulo divulgar que vai pedir à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a permissão para o início dos testes clínicos da Butanvac, vacina criada pelo Instituto Butantan.

Segundo o ministro, a candidata a vacina é desenvolvida por empresas do setor em parceria com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). A instituição de ensino é mantida pelo governo do estado de São Paulo. O nome do imunizante é Versamune®️-CoV-2FC (leia mais ao final desta reportagem).

https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2021/03/26/pontes-diz-que-vacina-brasileira-contra-covid-apoiada-pelo-governo-pediu-autorizacao-para-testes-na-anvisa.ghtml


Perguntas e respostas sobre Covid 19

Todas as respostas são provisórias. O conteúdo é atualizado à medida que mais informações são disponibilizadas

As vacinas contra a COVID-19 são seguras?

A segurança das vacinas é sempre a prioridade máxima e isso não é diferente no caso das vacinas contra a COVID-19. Todas elas passam por várias fases de ensaios clínicos antes de serem aprovadas para uso na população. Esses ensaios visam garantir a segurança da vacina e sua capacidade de proteger da doença (eficácia).

As vacinas contra a COVID-19 que estão sendo desenvolvidas estão seguindo essas mesmas fases. Nenhum imunizante será aprovado ou disponibilizado nos países para uso na população em geral até que sua segurança tenha sido comprovada pelas agências reguladoras. Da mesma forma, a OMS não incluirá nenhuma vacina em sua lista para uso emergencial até que tenha analisado todos os dados dos ensaios clínicos. Depois que uma vacina contra a COVID-19 for aprovada, o monitoramento de segurança continuará e é parte normal dos programas de imunização.

 

As vacinas contra a COVID-19 são eficazes?

As vacinas contra a COVID-19 que já foram autorizadas para uso em alguns países forneceram informações – provenientes de seus ensaios clínicos – sobre a sua eficácia em prevenir a doença. As agências reguladoras nacionais analisaram esses dados antes de autorizá-las. A eficácia das vacinas continua sendo monitorada de perto, mesmo depois de terem sido aprovadas em um país. Somente os imunizantes que se mostraram eficazes em  serão aprovados para uso na população.

 

Quais vacinas foram aprovadas e onde?

Em março de 2021, já havia vacinas contra a COVID-19 aprovadas para uso pelas autoridades reguladoras nacionais de alguns países. A OMS também concedeu autorização à vacina da Pfizer/BioNTech, às duas versões das vacinas AstraZeneca/Oxford - SKBio e o Serum Institute of India - e à vacina da Janssen. Outras continuam a ser testadas e estudadas..

Qual vacina devo tomar? Qual delas é melhor?

A OPAS incentiva as pessoas a tomarem qualquer vacina contra a COVID-19 que lhes seja oferecida pela autoridade nacional de saúde, assim que chegar sua vez na fila.

Para mais informações sobre as diferentes vacinas, acesse (em inglês):

Como funcionam as vacinas de mRNA? Elas são novas?

As vacinas de mRNA contêm instruções para o nosso organismo fabricar uma pequena parte do vírus; o nosso sistema imune reage a esse estímulo e nos protege da doença. Essas vacinas são novas, mas não desconhecidas. Pesquisadores estudam e trabalham com elas há décadas para combater doenças como a gripe e o vírus zika.

As vacinas de mRNA são seguras?

As vacinas de mRNA estão sendo submetidas aos mesmos padrões de segurança rigorosos que se aplicam a todas as outras vacinas. Nenhum imunizante será aprovado ou liberado para uso na população em geral até que os dados de segurança tenham sido completamente analisados pelas agências reguladoras e pela OMS.

 

É melhor pegar a COVID-19 naturalmente do que tomar uma vacina?

Não. As vacinas conferem imunidade sem os efeitos nocivos que a COVID-19 pode ter no organismo (inclusive efeitos a longo prazo e risco de morte). Permitir que a doença se espalhe até que a imunidade coletiva (ou de rebanho) seja alcançada causaria milhões de mortes e forçaria ainda mais pessoas a viverem com os efeitos do vírus a longo prazo.

Quanto tempo dura a imunidade da vacina contra a COVID-19?

Ainda há muitas incógnitas em relação à maioria das vacinas candidatas contra a COVID-19. Ainda não sabemos quanto tempo dura a proteção conferida pelas vacinas autorizadas para uso emergencial. Essa e outras perguntas serão respondidas nos próximos meses, conforme forem realizados estudos mais detalhados.

A vacinação contra a COVID-19 será necessária todos os anos?

Até o momento, as pesquisas para determinar a duração da imunidade (proteção) conferida pelas vacinas contra a COVID-19 atualmente disponíveis seguem em andamento. Além disso, a proteção das vacinas contra as novas variantes do SARS-CoV-2 continua a ser objeto de estudo. Teremos respostas para essas e outras perguntas conforme mais estudos forem realizados nas populações vacinadas para determinar se a vacinação anual ou com periodicidade diferente será necessária.

 SAIBA MAIS:

https://www.paho.org/pt/vacinas-contra-covid-19/perguntas-frequentes-vacinas-contra-covid-19